Idealizada pelo vice-reitor do Cesmac, Prof. Douglas Apratto Tenório, e organizada pela extensão universitária da instituição, a feira foi aberta ao público e surgiu como uma proposta de valorização da cultura colecionista, estimulando a troca de conhecimento, experiências e objetos que atravessam gerações.

Além das tradicionais revistas em quadrinhos, os famosos gibis, que durante décadas fizeram parte da formação cultural e do entretenimento de crianças e adolescentes, o evento também abriu espaço para a troca de figurinhas da Copa do Mundo 2026, incentivando a interação entre colecionadores e apaixonados pelo universo do futebol.

A proposta foi além da simples troca de objetos. A feira promoveu intercâmbio cultural, estímulo ao interesse pela história, geografia, esporte e arte, além de fortalecer práticas de socialização e convivência. Para crianças e jovens, a experiência também contribuiu para o desenvolvimento da comunicação, da organização e do espírito de cooperação.

“As figurinhas da Copa, os selos históricos, as moedas antigas e os quadrinhos carregam narrativas que preservam momentos importantes da cultura e da sociedade. A feira reforça a importância da cultura colecionista como patrimônio afetivo e educativo”, destacou o coordenador geral de Extensão do CESMAC, professor Rodrigo Guimarães.

O jornalista, chargista e colecionador Ênio Lins foi o patrono da feira e também participou levando parte de seu acervo para estimular o contato das novas gerações com esse universo.

“Excelente ideia a do Cesmac. Uma feira de troca de gibis e figurinhas de álbuns colecionáveis é uma volta ao passado recente, onde essas práticas faziam a alegria da garotada sem ser necessário dinheiro. É uma manifestação do ancestral escambo. Permuta-se, avaliam-se os valores de cada permuta, peça a peça. Fecham-se negócios sem necessidade de um real na jogada. Portas dos cinemas e feiras livres eram os locais preferenciais para essa atividade. É com muita satisfação que estarei presente nessa feira organizada pelo professor Douglas Apratto que, com certeza, rememora suas atividades de garoto fã de gibis, selos e álbuns de figurinhas, na feira de São Miguel dos Campos”, afirmou Ênio Lins.

A primeira edição da feira reuniu participantes de diferentes idades e reforçou o potencial da iniciativa como espaço permanente de incentivo à cultura, à memória afetiva e à convivência social em Maceió